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EUA continuam dando às crianças “um motivo para dizerem não” às drogas

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Por Brian Wagner para Infosurhoy.com

Departamento de Educação há décadas é uma importante fonte de apoio para programas escolares

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Mark Woodward, do Escritório de Narcóticos e Controle de Drogas Perigosas de Oklahoma, ministra palestra a estudantes sobre prevenção de drogas. (Cortesia do Escritório de Narcóticos e Controle de Drogas Perigosas de Oklahoma)

WASHINGTON – Para muitos estudantes, os últimos anos do ensino fundamental e o ensino médio marcam o início de sua educação sobre álcool e drogas ilegais. Embora essas substâncias sejam oferecidas pela primeira vez geralmente por amigos e familiares, os administradores das escolas estão trabalhando para ajudar os alunos a resistir à tentação e permanecer longe das drogas durante a vida.
“Damos aos garotos um motivo para dizerem não”, diz Mark Woodward, dirigente especializado em informação pública e educação do Escritório de Narcóticos de Oklahoma. “Tentamos proteger você porque lidamos com as pessoas que estão vivendo com as consequências.”

Como todos os estados dos EUA, Oklahoma oferece uma gama de programas de prevenção de drogas a estudantes desde o ensino fundamental até a faculdade. Esses programas em geral se baseiam em uma combinação complexa de estratégias que foram desenvolvidas ao longo de décadas, com a contribuição de especialistas em saúde mental e comportamental.

O Departamento de Educação há décadas funciona como uma importante fonte de apoio para programas escolares. No final deste ano, a agência lançará um novo programa, orçado em US$ 34 milhões, por meio de seu Escritório de Estudantes Seguros e Saudáveis, para financiar as estratégias de última geração.

“Esperamos abordar uma grande variedade de comportamentos problemáticos”, diz David Esquith, chefe do Escritório de Estudantes Seguros e Saudáveis. “Os jovens não medem as consequências de seu comportamento.”

Pesquisas mostram que problemas como o abuso de substâncias nem sempre ocorrem isoladamente. Podem estar associados a outros problemas mentais e comportamentais.

“Muitos especialistas em prevenção estão pensando mais em termos de experiências de vida da criança. Pode ter sido um divórcio, pode ter sido um pai com transtorno mental”, diz Julie Hogan, professora da Universidade de Nevada, em Reno, que realiza treinamentos de especialistas em prevenção.

Da mesma forma, as consequências do abuso de drogas não se limitam aos usuários: geralmente atingem as pessoas ao seu redor.

“O consumo de drogas por um garoto pode ter sérias consequências para toda a turma ou mesmo para a escola inteira”, diz Esquith. “Observamos as consequências para outras pessoas quando abusam de álcool e drogas, especialmente quando mostram um comportamento agressivo ou violento.”

Um foco essencial da maioria dos programas de prevenção é educar os alunos sobre os fatos por trás das drogas ilegais e do abuso de drogas, para que eles possam formar sua própria opinião sobre essas substâncias.

“Mudar o entendimento deles sobre uma substância específica é importante”, diz Judy Andrews, que elabora e avalia programas de prevenção para o Instituto de Pesquisas Oregon. “Eles não percebem algumas dessas coisas.”

Filmes, músicas e programas de TV transmitem mensagens poderosas sobre drogas e álcool que nem sempre são precisas, o que muitas vezes leva os especialistas em prevenção a se concentrar em desfazer os equívocos junto aos alunos.

“Falamos muito sobre o lado negativo da maconha, porque é com ela que muitos jovens começam a consumir [drogas]”, diz Woodward.

Especialistas em prevenção insistem que se manter fiel aos fatos comprovados é fundamental para manter a credibilidade das mensagens sobre prevenção de drogas. Adolescentes podem ser muito céticos em relação à supervisão dos adultos, e alguns programas de prevenção do passado ganharam fama de exagerados e alarmistas.

“Não estamos dizendo que você vai arruinar sua vida se fumar um baseado. Entre os estudantes que se formarão em Harvard no ano que vem, haverá alguns que usam drogas”, diz Woodward. “Mas, se você decidir usá-las, prepare-se para as consequências, ou para as desvantagens.”

Uma das formais mais eficazes de transmitir uma mensagem sobre os perigos do abuso de drogas é contando com o apoio de ex-usuários.

“Comecei a consumir por volta dos 13 anos e posso dizer que a maconha é uma droga que serve como porta de entrada”, disse um ex-usuário durante um encontro sobre prevenção na Pensilvânia no início deste ano.

Segundo os profissionais da prevenção, relatos autênticos como esse exercem mais impacto sobre os estudantes porque vêm de ex-consumidores, não de agentes de segurança ou especialistas.

“Pelo menos estamos plantando uma semente que eles não encontram em outro lugar”, diz Woodward. “Alguns garotos já vieram me dizer que nunca tinham ouvido isso dessa forma antes. Que eu não estava só tentando amedrontá-los.”

À medida que os programas de prevenção se afastaram das táticas de intimidação, muitos dirigentes de escolas também abandonaram as punições severas aos estudantes que violam as políticas de drogas. Os administradores já não suspendem ou expulsam tanto os alunos como antes, preferindo encontrar outras maneiras de envolvê-los nas atividades de prevenção ou tratamento.

“A expulsão e outros castigos não demonstraram ser eficientes”, diz Esquith, lembrando que alunos expulsos “logo se tornam um problema para outra pessoa”.

“Temos de olhar para algumas dessas condutas através de uma lente que ofereça serviços aos jovens que precisam e os mantenha nas escolas”, afirma.

Assim como as escolas nunca ficarão totalmente livres de drogas e álcool, os jovens nunca estarão completamente livres da pressão para usá-los. Estratégias bem-sucedidas de prevenção em geral realizam dramatizações com os alunos que os ajudam a se preparar para situações em que podem ser pressionados a consumir drogas.

“É importante dar a esses garotos um motivo para dizerem não e que eles continuem convivendo com seus pares, mesmo que não consumam drogas”, diz Woodward.

Não importa qual estratégia de prevenção seja usada. Para os especialistas, atividades antinarcóticos devem ser consistentes e dirigidas aos estudantes todos os anos, dentro e fora da escola.

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