Fale pelo WhatsApp:

Estudo mostra que cocaína muda estrutura do cérebro em duas horas (27/08/2013)

Compartilhe
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram

Uma pesquisa feita por cientistas nos Estados Unidos revelou que consumir cocaína pode mudar a estrutura do cérebro em poucas horas. Os estudiosos da Universidade da Califórnia fizeram experimentos com camundongos, que receberam injeções com a droga.

Eles constataram que, apenas duas horas após receber a primeira dose, as cobaias já haviam desenvolvido no cérebro novas estruturas que são ligadas à memória, ao uso de drogas e a mudanças de comportamento.

Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo especialistas, o cérebro deles estava “aprendendo a ser dependente químico”.

Caçador de cocaína

Os cientistas investigaram nas cobaias o surgimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm relação profunda com a formação das memórias.

Um microscópio a laser foi usado para olhar dentro do cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar por espinhas dendríticas após eles receberem doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injeções com cocaína, receberam injeções com água. O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica que mais memórias, relacionadas ao uso da droga, foram formadas.

A pesquisadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley, disse: “Nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais eles mostram que “aprenderam” sobre a droga”.

“Isso nos mostra um possível mecanismo ligando o consumo de drogas à busca por mais drogas. Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro podem explicar como sinais relacionados à droga dominam o processo de tomada de decisões em um usuário humano”, explicou a pesquisadora.

O pesquisador Gerome Breen, do Insituto de Psiquiatria do Kings College de Londres, ressaltou que “o desenvolvimento da espinhas dendríticas é particularmente importante no aprendizado e na memória”. “Este estudo nos dá um entendimento sólido de como a dependência ocorre – ele mosta como a dependência é aprendida pelo cérebro”, finalizou.

Fonte: BBC BRASIL

Deixe seu comentário

Ana Café pela vida

Tamo Junto!