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Cracolândia volta a ocupar rua no Centro de São Paulo

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Moradores do local dizem sentir medo da vizinhança.
Em janeiro de 2014 a Prefeitura havia retirado os barracos da área.

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Do G1 São Paulo

A tranquilidade de quem trabalha e mora na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, durou pouco, informou o SPTV desta quarta-feira (19). Apesar de a Operação Braços Abertos, da Prefeitura, ter dado no começo de 2014 trabalho e hospedagem para os dependentes químicos, além de retirar os barracos que ficavam perto da Sala São Paulo, a região voltou a ser movimentada pelos usuários de droga e, segundo moradores, está de novo insuportável.

“A gente está sempre exposto à violência, ao pessoal que aborda a gente nas ruas, o pessoal dormindo nas calçadas, então isso é muito ruim”, diz uma moradora.

A Alameda Cleveland, na esquina com a Rua Helvétia, foi tomada pelos barracos dos usuários. Os dependentes químicos que hoje ocupam a rua, antes ficavam concentrados na Avenida Duque de Caxias, na Rua Helvétia e na Alameda Dino Bueno.

Em janeiro de 2014, a Prefeitura tirou todos os barracos dessa área e começou a Operação Braços Abertos. Os assistentes sociais cadastraram os usuários de droga e ofereceram emprego e moradia em hotéis da região.

Para o Conselho Comunitário de Segurança da região, a Cracolândia só mudou de endereço. “Essas pessoas promovem pequenos roubos, furtos aqui na região do Centro, na Paulista, enfim, na cidade como um todo e vêm até essa região para consumir livremente essa droga”, diz Fábio Fortes, presidente do conselho.

A presidente da Associação de Moradores e Comerciantes do Largo Coração de Jesus e Entorno, Noemi Silveira, afirma que os moradores sentem medo dos dependentes.

O poder público já fez inúmeras tentativas de acabar com a Cracolândia. Em 2009, por exemplo, a Prefeitura e o Governo do Estado fizeram a Operação Centro Legal. Na época, a polícia usou até bombas de gás para tirar os dependentes químicos das ruas, mas eles só mudavam de endereço. A ação da polícia foi muito polêmica.

A Operação Braços Abertos tem, atualmente, 513 dependentes no programa. Destes, 112 fazem trabalho voluntário contra a dependência química.

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